Mitos e verdades sobre a hidratação durante as atividades físicas

Praticar exercícios físicos faz com que o corpo humano aumente de temperatura. Para se defender dessa elevação e realizar uma termorregulação adequada é preciso que ocorra a eliminação de líquido através do suor. Por isso, uma hidratação correta é considerado fundamental para termos um desempenho satisfatório no exercício, assim como para prevenir os indesejáveis e desagradáveis efeitos causados pela desidratação, como por exemplo taquicardia, aumento da pressão arterial, câimbras, lesão a órgãos e, em alguns casos extremos, comprometimento da função cerebral e choque térmico.

Pensando nisso, antes de iniciar qualquer exercício físico, é essencial estar com a hidratação em dia. Mas como fazer isso? Comece bebendo de 400 a 600 mililitros de água de 2 a 3 horas antes do exercício e cerca de 30 minutos antes faça a ingestão de mais 200 mililitros. A reposição hídrica deve ser feita imediatamente após o exercício e especialistas sugerem cerca de 300 mililitros para cada 15 minutos de atividades realizadas. O volume total de água deve ser preferencialmente reposto em até 2 horas após o término.

Abaixo separamos algumas das mais populares falas a respeito da hidratação durante o período de exercícios físicos, esclarecendo o que é verdadeiro e o que é falso: 

1. A sede durante atividades físicas não deve ser levada em conta

Mito. O estudo do Biology Sport comparou o consumo voluntário de água durante atividade física com um consumo programado, que só poderia ser feito em intervalos de tempo pré-determinados. Apesar de o consumo voluntário ter apresentado um desempenho melhor nos praticantes de exercícios que participaram da pesquisa, chegou-se à conclusão de que, nas situações em que a desidratação é provável, beber seguindo as recomendações, independentemente da presença do sinal de sede, é uma boa medida para proteger os indivíduos dos efeitos causados pela desidratação.

2. A água é a melhor forma de hidratação na atividade física

Depende do caso. Estudos mostram que, sobretudo em casos de intensidade extrema, como atletas profissionais em treinamento e submetidos a altas temperaturas, a água nem sempre é o melhor recurso hídrico a ser utilizado pelo praticante de atividade física, uma vez que as condições climáticas podem influenciar no estado de hidratação, sendo importante analisar qual líquido é mais adequado àquela prática – como o isotônico e bebidas esportivas, por exemplo. Contudo, via de regra, atletas amadores estão muito bem supridos se consumirem a quantidade ideal de água durante seus exercícios semanais.

3. Suor frequente é sintoma de desidratação

Verdade. Em atletas que realizam provas de longa duração, como maratona, triatlo ou mesmo provas de ultraman, o mecanismo de desidratação do corpo se dá principalmente pelo suor. É possível que um ser humano perca até dois litros por hora, sempre levando em conta fatores como as condições ambientais, condicionamento físico, aclimatação, grau de intensidade de esforço e tempo de exposição.

4. A desidratação em atletas gera problemas futuros

Verdade. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte mostra que a desidratação leve e moderada causa sinais como fadiga, perda de apetite, sede, pele vermelha, intolerância ao calor, tontura e aumento da concentração da urina. Já a desidratação grave resulta em pele seca e murcha, olhos afundados, visão fosca, delírio, espasmos musculares, choque térmico e coma, podendo evoluir para óbito.

5. Perder peso é sinal de que o corpo está desidratado

Mito. Nem sempre nas atividades de longa duração a perda de peso total reflete o verdadeiro grau de desidratação, pois as alterações de massa corporal do atleta representam uma soma de perdas hídricas e de fontes não hídricas. Dentre estas últimas, deve-se considerar, principalmente, a perda de peso decorrente de elementos que ajudam na preservação dos níveis satisfatórios de glicemia.

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